O Google e a Google (O buscador e a empresa)

Estávamos vendo no post “História dos buscadores – Dos diretórios ao surgimento do Google” que o buscador Google surgiu em uma época em que houve um verdadeiro boom na internet – Uma explosão de conteúdo, com milhares de sites entrando na rede diariamente. Todos os sites querendo aparecer para quem buscava por produtos e serviços. As antigas listas telefônicas começaram a cair em desuso uma vez que procurar na internet era mais rápido e podíamos não só localizar os telefones das empresas, mas também conhecer sua estrutura, seus serviços e produtos. Muito mais prático que aqueles imensos catálogos!

Google, tela inicial do buscador em 1997. Como funcionam os buscadores

Apareceram vários serviços onde era possível buscar pelos sites na internet, mas todos eles começaram a apresentar alguns problemas com relação aos resultados apresentados (esses problemas já foram mencionados no post da história da internet).

Nessa época (1995) dois estudantes da Universidade de Stanford, Sergey Brim e Larry Page estavam realizando um trabalho para a faculdade, onde se propunham, de forma descompromissada, a resolver o problema de classificação de sites na internet. Eles criaram uma metodologia onde os sites eram classificados não manualmente, ou automaticamente de acordo com os critérios de palavras-chave, mas de acordo com o que eu chamo de um “sistema de relacionamento”. O que define se um site é importante ou não é a sua rede de relacionamentos.

 

Link building. O início do Google
– Site 5 não tem links apontando para ele;
– Site 1 possui um link apontando para ele;
– Site 4 possui 2 links para ele;
– Site 2 possui 3 links;
– Site 3 possui 5 links apontando para ele…

 

Costumo explicar para meus clientes que esse algoritmo do Google funciona como uma propaganda boca-a-boca. Se eu estou procurando uma máquina de escrever para comprar, a máquina que tiver mais referências circulando por aí é a que primeiro vai ganhar minha simpatia, certo?

E esse foi o começo do Google buscador. Um programa que rastreava a internet, de site em site, armazenando o conteúdo de texto encontrado em todas as páginas daquele endereço, e seguindo os links que ele encontrava, contabilizando cada link de um site para outro como uma indicação.

Então: se um site possui um link apontando para ele e outro possui 5, qual é o mais importante e deve aparecer em primeiro nos resultados de busca?

 

Bom, esse foi o princípio.

Com o lançamento do site de buscas, as pessoas ficaram encantadas, pois os resultados que retornavam eram muito mais relevantes do que (mais…)

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Mobile (smartphones e tablets) – Seu site está preparado?

Na semana passada o Google começou a enviar avisos aos proprietários de sites que não são amigáveis às plataformas mobile.

 

Seu site está preparado para smartphones?

 

Criação de site mobile. Sites responsivos podem ser acessados em todos os dispositivos. Exemplos de telas

 

Eu já percebo um movimento nos resultados das buscas há um tempo. Todas as mudanças maiores que sofreram os algoritmos do Google buscam melhorar a experiência do usuário, dando preferência a sites mais rápidos, sites com constante atualização e conteúdo, sites com urls amigáveis, etc.

Agora, sites que possuem conta na central de webmaster estão recebendo esses avisos para que revejam as construções da sua estrutura para permitir que sejam acessados de qualquer plataforma.

 

Mas isso não significa que o Google esteja penalizando sites que não são mobile. Simplesmente esses sites, mesmo que bem posicionados para buscas realizadas em computadores desktop (ou notebooks) começarão a perder (mais…)

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A reinvenção da “tábua” e o design responsivo

Jobs no lançamento do iPad: Revolução
Jobs no lançamento do iPad: Revolução

Steve Jobs sempre apresentou seus produtos em pé. Exceto em janeiro de 2010, durante o lançamento do primeiro iPad, em que a apresentação se deu em um confortável sofá. Uma mensagem subliminar? Tratava-se do prenúncio do que viria a ser um novo modo de consumir informação.

Ao analisar a evolução da plataforma sobre a qual a informação era colocada, passaremos por superfícies de pedra, tábuas de argila, pergaminhos, códex, livros impressos, jornais, computadores… Até voltarmos à “tábua”. (mais…)

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EMD Update (exact-match domain). Google atualiza algoritmo para “domínios de correspondência exata”

O Google (buscador) tem nos surpreendido com várias mudanças em seu algoritmo ultimamente. Desde o segundo trimestre de 2012 ele vem colocando essas mudanças em prática e isso tem afetado o desempenho de muitos sites nos resultados de busca.

O fato é que diante de tantas práticas de SEOs visando aparecer na primeira página do Google, muitas empresas desenvolvem seus trabalhos, principalmente, aumentado a “densidade” de palavras-chave nas páginas de maneira indiscriminada: Domínios, titles e descriptions “estufados” de termos e que nem sequer apresentam os conteúdos das páginas adequadamente. Traçado o objetivo de aparecer em primeiro no google, as pessoas se perdem… E a qualidade, onde foi parar?

Vou me abster aqui de colocar exemplos uma vez que poderia expor as empresas em questão.

Se quiserem ver exemplos na prática, basta realizar algumas buscas no Google, Bing ou outros buscadores.

A vida de um SEO expert não é muito fácil… Temos que trabalhar com algo do qual sabemos muito pouco. Obviamente ninguém (entre nós, pobres mortais) tem acesso aos algoritmos do Google. A maior parte das conclusões vem da prática, de análises e estatísticas, muita conversa e informação. A ilustração abaixo (retirada do Search Engine Journal) mostra bem o que estou dizendo.

Será que dá para explicar o algoritmo do Google?

Diante desse fato, precisamos ficar muito atentos a todas as notícias… A última delas é uma mudança que o Google está implementando nestes dias, e que se refere aos domínios utilizados pelos sites.

Como o próprio Matt Cutts, engenheiro chefe da equipe antispam do buscador Google, essa alteração, chamada de EMD Update (exact-match domain) não está relacionada às mudanças recentes promovidas pelo Panda e Penguin.

MattCutts anuncia EMD Update no twitter

A ideia aqui é reduzir a quantidade de sites de baixa qualidade cujos domínios não se referem às empresas, mas sim às palavras-chave que estão sendo trabalhadas para promover os sites.

Vamos ver um exemplo:

Se eu possuo uma empresa de nome ABCDEF e trabalho com bolinhas de gude, posso muito bem registrar um domínio que seja www.bolinhasdegude.com.br e colocar meu conteúdo nas páginas desse site.

Até agora, essas urls têm sido relativamente bem indexadas pelo Google, mas isso tende a mudar com esse EMD update. Pessoalmente, isso me agrada…

Fico bastante incomodada quando entro em um site (que apareceu entre os primeiros resultados) cujo domínio não se refere à empresa. Se não gostei do site e procuro outro, com outro nome e vejo que é da mesma empresa – confesso que me sinto um pouco enganada.

O curioso aqui é ver que uma empresa não está preocupada em apresentar o melhor conteúdo, mas sim em aparecer melhor, mesmo que isso aconteça ao alto custo de ter visitantes insatisfeitos.

Bom, tenho escutado vários relatos dessas insatisfações… E acho que essa mova mudança de algoritmo do Google deve ajudar a diminuir esses domínios “fakes” que têm sido utilizados ultimamente. Pelo menos é o que eu espero!

Ainda não sei dizer quando essas alterações vão atingir as buscas aqui no Brasil, mas é bom ficar de olho! E, melhor, tentar fazer o trabalho de otimização de sites voltado realmente para fornecer uma boa experiência para o internauta!

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Referências de Webdesign – Dicas para se inspirar

Hoje no mercado há milhares de livros que são referências para design. Muitos focam em como trabalhar as cores, outros em otimizar a diagramação, templates em geral e muito mais. Apesar de existirem excelentes autores em todas essas vertentes, além de traduções dos mais diversos títulos, os “gringos” ainda têm muito mais material de referência em relação a nós por aqui. É nesse foco que pensamos em dar algumas dicas de literaturas ao redor do globo.

Esse post traz 2 excelentes dicas de livros que podem se tornar seu guia de design, principalmente se trabalhar na web. São eles: The Web Designer’s IDEA BOOK Part I & II, ambos do autor PATRICK McNEIL, também criador do site designmeltdown.com.

Web Designer's Idea Books

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