O e-commerce sob a ótica da segurança

O e-commerce sob a ótica da segurança

Como se sabe, o e-commerce está aquecido no Brasil, e a tendência é de que continue a crescer cada vez mais.

A popularização do e-commerce, também conhecido como “loja virtual”, alavanca uma série de outros índices relacionados ao tema, tanto positivos como negativos. Os cuidados que o consumidor deve ter durante as compras em sites de comércio eletrônico fazem toda a diferença na hora de realizar uma compra pela internet.

Comportamento

De acordo com estudo realizado pela FecomercioSP em maio de 2012 junto a internautas paulistanos, 12,76% dos consumidores que compram pela web afirmam terem sido vítimas de crime eletrônico, sendo que deste total, 28,13% dos casos estão relacionados a não entrega do produto. Em seguida, afetando 21,09% deste público, está a clonagem de cartão. Em terceiro lugar, empatados com 10,16%, estão o uso de dados pessoais, compras indevidas realizadas por meio do cartão de crédito e o desvio de dinheiro da conta bancária – que até 2011 era o crime mais comumente praticado por meio eletrônico¹. Percebe-se então neste último caso, um importante avanço na segurança.

Ainda conforme o estudo, somente 24,22% das vítimas registrou Boletim de Ocorrência (BO). A boa notícia fica por conta do índice de internautas que não voltam a comprar após terem sido vítimas de um crime eletrônico, que teve uma redução de 2,07% em relação ao ano anterior. Apesar de parecer um número pequeno, é um sinal de que estes consumidores aprenderam com os erros, e passaram a se precaver, ao invés de abandonar as vantagens oferecidas pelo e-commerce.

Os dois lados da moeda

O aumento das compras pela internet trouxe um fator de grande preocupação também para os varejistas que investem no e-commerce. Um levantamento realizado em julho de 2012 pela FControl, empresa de análise de risco que integra o grupo Buscapé Company, mostra que as tentativas de fraudes no comércio eletrônico brasileiro aumentaram de 2,38% em 2010 para 3,88% nos primeiros cinco meses deste ano².

A pesquisa mostra que a fraude mais comum é a provinda de cartões roubados e clonados, o que resulta em dor de cabeça tanto para o consumidor como para o lojista, que em alguns casos precisa estornar o valor à vítima, arcando com o prejuízo.

Sustos devem ser evitados

Apesar de sua franca expansão, pode-se dizer que o e-commerce é algo relativamente novo – ainda está em fase de aceitação, considerando que somente 16,38% dos internautas da pesquisa da FecomercioSP compram motivados pela confiança nesta modalidade de negócios. Ou seja, todo o cuidado é pouco: por parte dos sites para não prejudicar sua própria imagem, e por parte do consumidor, para não cair na armadilha de uma página falsa.

Um bom exemplo de cuidado que as lojas virtuais devem tomar diz respeito ao processo de compra. Qualquer alteração que o site faça neste processo, sem comunicar devidamente o internauta, pode parecer suspeita aos olhos daqueles que já tiveram problemas no passado. Foi o que ocorreu no início de 2012, quando houve uma mudança no procedimento de pagamento com cartão de crédito. Ao inserir os dados do cartão no processo de compra, o cliente era redirecionado ao site de seu banco, que solicitava o uso da senha de conta corrente para fazer sua autenticação (cartões Visa dos bancos Bradesco, Santander, etc.) Houve certo mal-estar entre os clientes, o que acarretou em uma série de reclamações junto ao atendimento da operadora e das lojas virtuais.

Fascículo sobre cuidados nas compras virtuais

Para auxiliar os internautas a realizarem compras com segurança na web, o Cert.br, órgão dedicado ao estudo da segurança na internet, e integrante do CGI (Comitê Gestor da Internet no Brasil), lançou um fascículo dedicado aos cuidados que devem ser tomados durante as compras virtuais. Este fascículo faz parte da Cartilha de Segurança para Internet, e pode ser acessado aqui.


¹ FecomercioSP divulga pesquisa sobre comportamento dos usuários na internet. FecomercioSP – Crimes Eletrônicos: Formas de Proteção. Ago. 2012. http://www.fecomercio.com.br/crimeseletronicos/2012/08/fecomerciosp-divulga-pesquisa-sobre-comportamento-do-usuario-da-internet Data de acesso: 29/11/2012 – 10h30

² MAGALHÃES, ANA. E-commerce ainda é alvo de fraudes. Folha de S. Paulo. Jul. 2012. http://classificados.folha.uol.com.br/negocios/1113001-e-commerce-ainda-e-alvo-de-fraudes.shtml. Data de acesso: 27/11/2012 – 15h45

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